O REMORSO

Muitas pessoas imaginam que não há grandes diferenças entre o remorso e o arrependimento. No livro Aborto à Luz do Espiritismo, Eliseu Florentino da Mota Jr., escreve que “dentre as causas determinantes das anomalias psíquicas, é induvidoso que o remorso assume especial relevância, porquanto, ao contrário do arrependimento, que é o primeiro passo para a reabilitação diante de um erro cometido, ele determina o surgimento do complexo de culpa, levando a pessoa que eventualmente tenha errado a crises nervosas, chegando mesmo à loucura”. Dessa forma, podemos entender claramente essa diferença, deixando para reflexão o quanto o remorso é prejudicial para o indivíduo.
Sempre nos questionamos quando deixamos alguma questão mal resolvida ou de não haver uma reconciliação, isto acontece quando o nosso desafeto venha a falecer. Conseqüentemente, o remorso bate à nossa mente por termos protelado a solução de problemas, algumas vezes simples, outras não; mas poderiam ter sido resolvidos ou esclarecidos com uma conversa sincera entre as partes envolvidas. Porém, nosso orgulho acaba sendo predominante fazendo que a conciliação não se realize. Recentemente duas pessoas queridas de minha convivência estavam brigadas, cujo amor entre si eu conhecia, porém o orgulho fazia com que a reconciliação fosse evitada. Uma noite disse a uma das partes que seu desafeto estava doente, que imaginasse se essa pessoa viesse a falecer... o remorso iria ser grande por não ter se reconciliado enquanto podia. Minutos depois, essa pessoa pegou o telefone e se reconciliou com a outra. Neste caso correu tudo bem, mas quantos deixam isso para depois.
O tempo não é eterno e o amanhã pode ser muito tarde. Devemos pensar que o presente é agora e o futuro pode não existir. Vitor Ronaldo Costa em seu livro Gerenciando as Emoções explica que “se alguém alimenta um sentimento de culpa, em decorrência de um mal cometido intencionalmente, o bom-senso recomenda que se busque a solução do impasse na prática inadiável de uma atitude enobrecida. A anulação do remorso sugere a tomada de duas providências essenciais: o cultivo da humildade e o pedido de perdão”.
No livro O Céu e o Inferno, capítulo VI, intitulado “Criminosos Arrependidos”, Allan Kardec descreve o contato feito com um jovem padre de nome Verger que havia assassinado em 3 de janeiro de 1857, Monsenhor Sibour, arcebispo de Paris, quando saia da Igreja de Saint-Étienne-du-Mont. Verger foi condenado à morte e em 30 de janeiro executado. Em nenhum momento mostrou-se arrependido do seu crime. Ele foi evocado no mesmo dia de sua execução e três dias depois. Nestes contatos, quando Verger foi indagado “Qual a vossa punição?”, ele respondeu: “sou punido por que tenho consciência da minha falta, e para ela peço perdão a Deus; sou punido porque reconheço a minha descrença nesse Deus, sabendo agora que não devemos abreviar os dias de vida de nossos irmãos; sou punido pelo remorso de haver adiado o meu progresso, enveredando por caminho errado, sem ouvir o grito da própria consciência que me dizia não ser pelo assassínio que alcançaria o meu desiderato. Deixei-me dominar pela inveja e pelo orgulho; enganei-me e arrependo-me, pois o homem deve esforçar-se sempre por dominar as más paixões – o que, aliás, não fiz”.
Quando tiramos a vida de alguém estamos retardando nossa evolução e cortando a oportunidade de nosso irmão dar seqüência à sua. Além do mais, é um pecado que corrói a nossa consciência por um ato indigno de nossa parte. É muito triste chegar ao Mundo Espiritual e sentir na consciência o remorso.
Deus nos dá a oportunidade de reparação, é parte de nossa evolução colocar em prática os ensinamentos morais de Jesus. O perdão faz parte destes ensinamentos e é providencial, deixando-se de lado o orgulho, que não leva a nada. Dessa vida, a única coisa positiva que levamos são as nossas boas obras, que são realizadas por meio da caridade. Quando falamos em caridade, seu sentido é amplo, começamos por ajudar aqueles que temos por desafeto. Vamos analisar a situação, não somos santos, mas todos sujeitos a erros. Vamos nos colocar no lugar de nosso desafeto e imaginar se não agiríamos da mesma forma. Uma reflexão profunda pode ser essencial para essa reconciliação. O tempo é curto, devemos guardar momentos felizes e aprender com os tristes. São esses momentos alegres que nos fazem refletir sobre quanto somos queridos. As amizades e a família são algo que devemos saber aproveitar, pois representam momentos de compartilhar experiências e reparar erros cometidos em outras vidas ou até mesmo nesta.
Este artigo foi dividido em duas partes, devido ao espaço limitado do blog. Logo abaixo tem a continuação.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 22h03
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O REMORSO - Continuação

Todo ato indigno, como aborto, suicídio, traição, entre outros, é prejudicial a nós mesmos. Elizeu Florentino descreve em seu livro a diferença do remorso para o arrependimento, em se tratando de aborto praticado, quando arrependimento leva a pessoa a reparar o seu erro adotando uma criança ou trabalhando em lugares que cuidam de crianças carentes, enquanto o remorso é patológico à medida que o autor da conduta abortiva é levado ao monoideísmo, o que causa anomalias psicológicas e psíquicas.
André Luiz no livro Nosso Lar, descreve as palavras de consolo do benfeitor Clarêncio: “Aproveita os tesouros do arrependimento, guarda a bênção do remorso, embora tardio, sem esquecer que a aflição não resolve problemas”.
Dias atrás, recebi um e-mail que conta a história de uma senhora de 87 anos, de nome Rose. Em determinado momento ela comenta o mal que faz o remorso, mas sua história é tão comovente e bonita que me sinto na obrigação de reproduzir este e-mail por completo por se tratar de uma lição de vida maravilhosa. Em determinados momentos o leitor amigo poderá achar que o assunto não tem nada a ver com o que propusemos a comentar, porém uma reflexão profunda fará o leitor compreender melhor a grandeza de um ser humano quando sua mente é voltada para o bem, deixando de lado qualquer maldade, principalmente o remorso, já que quando praticamos o amor ao próximo a felicidade é o nosso sentimento. Reflitam sobre as palavras que se seguem...
“No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda. Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro. Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser. Ela disse: “Hei, bonitão. Meu nome é Rose. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?” Eu ri, e respondi entusiasticamente: “É claro que pode!”, e ela me deu um gigantesco apertão. Não resisti e perguntei-lhe: “Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?”, e ela respondeu brincalhona: “Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar”. “Está brincando”, eu disse. Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse: “Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!”. Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milk-shake de chocolate. Nós nos tornamos amigos instantaneamente. Todos os dias nos próximos três anos teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela “máquina do tempo” compartilhar sua experiência e sabedoria comigo. No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Estava curtindo a vida! No fim do semestre convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei o que ela nos ensinou. Foi apresentada e se aproximou do podium. Quando começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas, no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, pegou o microfone e disse simplesmente: “Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então me deixem apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei”. Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou: ‘Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir sucesso. Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia. Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam! Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho. Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida. A idéia é crescer através das oportunidades. E, por último, não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As únicas pessoas que têm medo da morte são aquelas que têm remorso’. Concluiu seu discurso cantando corajosamente “A Rosa”. Desafiou cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária. No fim do ano, Rose terminou o último semestre da faculdade que começara havia tantos anos. Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono. Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, mediante seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar. Quando terminar de ler isto, envie esta palavra de conselho para seus amigos e familiares. Eles realmente apreciarão! Estas palavras têm sido divulgadas por amor, em memória de “Rose”. Uma grande mulher. Na verdade um grande ser humano. Lembre-se: Envelhecer é inevitável, mas crescer é opcional!
Por Marco Tulio Michalick
Texto original publicado na Revista Internacional de Espiritismo, edição nº 02, ano 2002.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 21h55
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O ABORTO e suas consequências

Esta foto foi capturada pelo fotográfo Paul Harris, publicada em jornais dos EUA e se tornou símbolo da luta antí-aborto. Ela mostra um feto de apenas 21 semanas que, durante uma cirurgia inédita feita para salvar a vida dele ainda no útero da mãe, agarra firme a mão amiga do médico. Hoje ele é um garoto saudável. E quantos fetos, infelizmente, não têm a mesma sorte, passando por mãos não tão amigas assim?
O aborto é o crime mais cruel que se pode cometer, pois você está tirando a vida de um ser humano sem direito de defesa. É um crime bárbaro. Vocês não imaginam a dor que esse Espírito reencarnante sente nesse momento tão doloroso. No momento do aborto, ele perde a oportunidade de voltar a reencarnar e, dessa forma, poder se redimir de erros do passado, aproveitar a oportunidade de evolução concedida pela misericórdia divina. Por isso, ocorre ao reencarnante o desequilíbrio pela rejeição, pois muitos necessitam voltar com aquela família em específico para resgatar débitos do passado.
O processo da reencarnação é traçado pelo Departamento da Reencarnação, onde é preparado o mapa da vida do reencarnante. O encontro com os futuros pais nos sonhos é essencial para o conhecimento da tarefa de cada um, muitas vezes, amigos de outras vidas ou desafetos, que devem aproveitar a oportunidade para repararem seus erros.
Como temos o livre arbítrio, cabe aos pais a decisão de abortar ou não. Antes do ato propriamente dito, há um trabalho todo especial feito pelos socorristas com o intuito de evitar o crime, porém a decisão final é do encarnado.
No momento do aborto, o Espírito abortado sofre muito. No livro Deixe-me Viver, Luiz Sérgio descreve: “mas o feto urrava de ódio. Logo presenciamos sua transformação, que se operou parcialmente de uma frágil criança para um homem já idoso. Os médicos aguardavam, mas ele mal podia sustentar a cabeça de homem no corpo de um feto de cinco meses”. Após o aborto, esse Espírito precisa de tratamento, passando por algumas cirurgias perispirituais e tratamento psicológico, pois sua casa mental não esquece os momentos cruéis de seu assassinato. Esse tratamento é lento, pois não é fácil conscientizar ao abortado de que o aborto é um ato físico e o Espírito não deve ficar lembrando dos fatos tristes que passou. Em tratamento no Mundo Espiritual, encontra-se metade bebê, metade adulto. Revoltados, uns choram, outros gritam palavrões, todos com muito ódio e rancor.
Mas nem todos os abortados aceitam a ajuda dos socorristas e passam a obsediar os pais, os médicos e todos aqueles que, de uma forma ou de outra, tiveram ligação com o aborto. Esses passam a ser obsediados tanto no Mundo Material quanto no Espiritual. Os abortados “colam-se aos seus assassinos para cobrar deles o direito de viver. Na obsessão, os corpos saem do nível e os abortados buscam as rodas energéticas (chacras), alimentando-se através delas. O Espírito encarnado vai perdendo as forças, ficando a mercê dos vampiros”.
Existem o “Vale da Revolta” e o “Vale do Aborto”, para os quais diversos Espíritos são atraídos pela vibração perispiritual. Não conseguimos calcular o horror deste lugar, onde vários Espíritos são escravizados por outros mais fortes. Vamos descrever uma passagem do livro Deixe-me Viver: “envolto por dez Espíritos obsessores, vimos um aborteiro, que chamarei de Célio. Tentamos ajudá-lo, mas sua forma, que não podemos dizer humana, tal a deformação perispiritual, toda gelatinosa, arrastava-se pelo solo negro e viscoso, movendo-se com dificuldade, ainda mais por carregar junto a si seus verdugos, também muitos deles ainda na forma fetal, no ponto da interrupção da gravidez. Em Célio só havia a fisionomia sofredora, o resto do seu corpo não mais possuía forma humana. Destacava-se nele o semblante sofredor. Mais parecia um verme, lutando para se livrar dos seus verdugos, que lhe sugavam sem piedade. Célio me pareceu um enorme feto, tendo a cabeça humana deformada e, colado nele, as suas vítimas. Assim como Célio, ali estavam vários outros aborteiros que contribuíram não só para retardar o plano de Deus para a reencarnação, como também prejudicaram seus próprios corpos”.
Este artigo foi dividido em três partes, devido ao espaço limitado do blog. Logo abaixo tem a 1º e 2º continuação.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 17h10
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O ABORTO e suas consequências - 1º Continuação
Mesmo nesses lugares, há um hospital para ajudar estes Espíritos. “a aura espiritual é que capta a luz do mais alto e uma mente ligada ao ódio não se alimenta de luz, e sim, de vibrações baixas”. Neste momento, eles serão socorridos.
Na maioria das vezes, as pessoas que vão abortar pensam que esse ato é rápido e sem dor para o feto. A realidade é outra. É muito doloroso para o abortado e os meios usados pelos médicos são desumanos. Talvez se a pessoa tivesse essa informação antes, pensaria duas vezes ou mais antes de cometer esse crime.
Extraímos do livro Os Fatos da Vida, de Brian Clowes, alguns destes métodos utilizados pelos aborteiros. Segundo o autor, “dependendo da idade de gestação do nascituro e da condição física da mãe, o aborteiro tem uma variedade de métodos de aborto em seu arsenal”.
Abortos prematuros (os do primeiro trimestre) são feitos geralmente por dilatação e curetagem (D&C) ou sucção. Os aborteiros usam métodos mais complexos para matar bebês nascituros no segundo e terceiro trimestres. Estes incluem dilatação e evacuação (D&E), solução salina, dilatação e extração (D&X), prostaglandina, histerotomia, e abortos com injeção intercardíaca.
No aborto por sucção, um poderoso aspirador é usado para sugar desmembrado o bebê em desenvolvimento, junto com sua placenta. O abortista ou seu assistente junta ou checa as partes do corpo do bebê para se certificar de que o aborto foi completo. No aborto por dilatação e evacuação, o abortista utiliza um grande fórceps para esmagar o bebê dentro do útero da mãe e removê-lo aos pedaços. Já no aborto salino, uma solução concentrada de sal é injetada no útero da mãe. O bebê aspira e engole esse veneno. O sal não só causa extrema dor como queima a pele do bebê.
A perversidade maior acontece no aborto por dilatação e extração, por ser feito “com vinte semanas de gravidez e, além disso, ser difícil, devido à rigidez dos tecidos fetais nesse estágio de desenvolvimento. (...) O abortista usa fórceps para girar uma das pernas do bebê e puxar através do canal de nascimento. Depois, perfura a parte posterior da cabeça com uma tesoura bem afiada e abre as lâminas, rasgando o tecido e fazendo um grande buraco na parte mole do pescoço do bebê. Finalmente, aspira o cérebro do bebê e completa o parto em poucos segundos”.
Diz ainda Brian Clowes que “há dois métodos comuns para se desfazer dos corpos dos bebês abortados durante o primeiro trimestre da gravidez: jogar fora pela lixeira ou pelo ‘Insinkerator’ [um triturador que se instala embaixo de pias] ou desfazer deles como resíduos biológicos num saco de plástico especial. Bebês abortados de tamanho maior são vendidos com freqüência, para fins de pesquisas”.
Devido o espaço limitado do blog, a finalização deste artigo está em seguida, na 2º continuação.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 16h50
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O ABORTO e suas consequências - 2º Continuação
No livro Aborto à Luz do Espiritismo, de Eliseu Florentino da Mota Jr., colhemos as seguintes informações sobre o aborto eugênico ou eugenésico: “é aquele praticado para evitar o nascimento de criança portadora de anomalia física ou psíquica (...) quando há sério risco de predisposição hereditária, seja por doenças da mãe durante a gravidez, seja ainda por efeito de drogas por ela tomadas durante esse período, tudo podendo acarretar para aquelas enfermidades psíquicas, corporais, deformidades etc. Diante desse quadro, em nosso modo de entender, se a gestante de um filho portador de anomalia física e/ou psíquica não alcançar esses avançados progressos da medicina fetal ou se, mesmo tendo alcançado, a criança nascer portando deficiências, esta evidente que estamos diante de débitos progressos”.
Devemos deixar claro que a mãe se exime de culta quanto ao aborto espontâneo, que acontece naturalmente, ou seja, não foi provocado por ninguém. Quanto ao aborto sentimental ou moral, que se refere ao estupro, sabemos da dificuldade da mulher em enfrentar essa violência brutal, mas tirar o filho daquele que lhe cometeu o estupro não é o caminho correto. Não se deve consertar um erro com outro. Deus não permitiria que isso acontecesse se ela não tivesse débitos pregressos vinculados a violência sexual. O filho vindo nessas circunstâncias pode ser um amigo de outras reencarnações e ambos podem ter alguns resgates para efetuarem em conjunto.
Existem inúmeros tipos de aborto. Comentamos alguns para que o leitor tenha ciência sobre como é praticado e o grau de conseqüência perante as leis divinas, bem como a situação do abortado após o crime propriamente dito. Talvez essa leitura possa deixá-lo perplexo, mas a situação é gravíssima. O Brasil é um dos países campeões em abortos. Calcula-se que 60 milhões de abortos, entre legais e clandestinos, sejam praticados em todo o mundo anualmente. As estatísticas acima mencionadas levam à conclusão de que quase 3.000 mulheres morrem a cada ano devido ao aborto ilegal.
O estudo de David Readon mostrou que, em 1994, as mulheres que abortam tinham um agrupamento de sintomas psicológicos que ocorrem com muito mais freqüência do que entre as mulheres que não abortam. Esses sintomas incluem perturbações mentais ou flashbacks (63%); tentativas de suicídio (28%); crises histéricas (51%); perda de autoconfiança e da auto-estima (82%); irregulares nos hábitos de comer, tais como anorexia ou bulimia (39%); uso ilegal de drogas (41%); e perda do prazer durante a relação sexual (59%).
Não há nenhuma dúvida de que a maioria das mulheres que fizeram aborto sente-se envergonhada de suas decisões e acreditam que devem manter seus segredos para si próprias.
As pessoas devem pensar sobre cada palavra que foi escrita e analisar se vale à pena praticar o aborto, se vale à pena penalizar um Espírito reencarnante a essas torturas e, posteriormente, prejudicar a si próprio ao contrair débitos muitas vezes incalculáveis. Eu já ouvi depoimentos de mulheres que declararam a vontade de abortar, mas que, quando mudaram de idéia e resolveram ter o filho, disseram que ele era tudo de mais sagrado que tinham, sentiam-se felizes em não terem abortado.
Aquelas que já abortaram, procurem redimir desse erro. Como? A caridade cobre uma multidão de pecados (Pedro 4:8). Dedique-se à criança abandonada, atenda ao berço da criança pobre. Se puder ainda gerar, aproveite, pois talvez aquele que foi abortado volte para uma nova tentativa de reencarnar. Se não há mais possibilidades de gerar, existe a alternativa da adoção. Outra maneira é visitar orfanatos, confeccionar roupas para os pequeninos, comprar cobertores, que com certeza isentarão eles do frio que provavelmente passariam. Enfim, nunca é tarde para amar!
Por Marco Tulio Michalick
Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 14, ano 2001.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 16h42
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Depoimento do Doutor E. Nathanson, ex-diretor da maior clínica abortiva do mundo

Doutor E. Nathanson, médico ginecologista ex-diretor da maior clínica abortiva do mundo, contou em um congresso na Espanha:
Refiro-me ao Centro de Saúde Sexual, situado a leste de Nova York. Tinha dez salas de cirurgia e 35 médicos especializados estavam as minhas ordens. Praticávamos 120 abortos diários, inclusive aos domingos, e só no dia de Natal não trabalhávamos.
Quando me encarreguei da Clínica, tudo estava sujo e nas piores condições sanitárias. Os médicos não lavavam as mãos entre um aborto e outro, e alguns eram praticados pelas enfermeiras ou simples auxiliares.
Consegui modificar tudo aquilo, e transforma-la em uma clínica modelo em seu gênero; e, como chefe de Departamento, tenho a confessar que 60.000 abortos se praticaram sob minhas ordens, e uns 5.000 foram realizados por mim pessoalmente.
Recordo que em uma festa que demos, algumas esposas dos médicos me contaram que seus maridos tinham pesadelos à noite, e, gritando, falavam de sangue e de corpos de crianças destroçados. Outros bebiam demasiado; alguns tomavam drogas, e vários deles tiveram que consultar a especialistas de desordens mentais.
Muitas enfermeiras se tornaram alcoólatras, e outras abandonaram a Clínica, afetadas por sérias perturbações nervosas.
Nota: Doutor E. Nathanson se tornou um ativista contra o aborto.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 16h23
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Desarmamento - por Divaldo Pereira Franco
A Arma é o instrumento da covardia. Quem a tem pretende usá-la. E quando alguém se arma naturalmente pretende executar algum crime. A arma do indivíduo é o seu valor moral, é o seu valor ético. Muitos indivíduos talvez que estivessem desarmados não pereceriam diante dos bandidos que estão preparados para matar. É de lamentar que cheguemos ao momento de guardar o nosso patrimônio sob armas. Mas isso demonstra quanto estamos desequipados dos valores éticos. Diante de uma situação calamitosa - dizia Gandhi - é melhor ser vítima do que algoz. Jesus deu-nos o exemplo. Guardar uma arma é preparar-se para destruir uma vida. Quando nós não temos qualquer arma e o bandido sabe que não a temos, não tem porque então nos destruir a vida; porque ele não tem nenhum objeto de temor. E normalmente o bandido atira antes porque tem medo que nós atiremos nele. É a covardia que deflagra o primeiro tiro. Quando nós pudermos parlamentar, quando nós pudermos ter uma atitude de paciência, de resignação, de humildade; nós superamos a situação catastrófica. Guardar armas é prepara-se para matar ou para ser assassinado.
Divaldo Pereira Franco - Médium Espírita Transcrição do site www.mansaodocaminho.com.br
Escrito por Marco Tulio Michalick às 17h28
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Experiência de Quase-Morte

Este artigo foi capa na RCE
O que acontece quando morremos? Ao termos uma Experiência de Quase-Morte (EQM), qual é o sentimento que vivemos neste instante?
No livro Vida Depois da Vida, o Dr. Raymond Moody Jr. descreve as experiências de 150 pessoas que viveram o fenômeno de quase-morte. Ele tem pesquisado este assunto há vários anos e seus estudos recaíram sobre três categorias distintas: a experiência de pessoas que foram ressuscitadas depois de terem sido julgadas, consideradas ou declaradas mortas pelos seus médicos; a experiência de pessoas que, durante acidentes, doenças ou ferimentos graves, estiveram muito próximas da morte física; a experiência de pessoas que a contaram para outras que estavam presentes enquanto morriam.
O Dr. Moody considera mais dramática a primeira categoria, na qual realmente ocorreu o desencarne clínico, já que o paciente teve um contato direto com a morte. Em suas pesquisas, pôde notar que as pessoas que estiveram “mortas” por um tempo mais longo puderam contar com riqueza de detalhes, além de a terem vivido por completo, ou seja, passado por vários estágios da EQM.
Nos primeiros passos dessa experiência, muita gente descreve sentimentos de paz muito agradáveis. Outro dado importante é que quem teve uma EQM não sai falando para todo mundo o que aconteceu. Normalmente, a pessoa faz um comentário para algum parente ou amigo, porém, ao ser reprimida por seu interlocutor e com medo de ser vista pela sociedade como uma desequilibrada, prefere o silêncio, não tocando mais no assunto. No entanto, essa pessoa jamais esquece cada detalhe do que ocorreu, a experiência fica viva na sua mente como um filme que assistiu há poucos minutos.
No instante da morte clínica, algumas pessoas ouvem o médico declarar seu falecimento. Contam que, nesse momento, escutam sons de sinos, harpas, uma música majestosa. Logo após a ocorrência do ruído, conforme algumas declarações, tem-se a sensação de que entrou em um lugar escuro, como se tivesse sido puxado para aquele local com uma certa velocidade. Tal espaço escuro é descrito de diversas formas: caverna, buraco, poço, túnel, bueiro, vale, vácuo, vazio, cilindro etc. Após a passagem rápida pelo local escuro, o Dr. Moody explica que “a pessoa que está morrendo tem, com freqüência uma surpresa muito grande, pois, nesse ponto, encontrar-se olhando seu próprio corpo físico de um ponto fora dele, como se fosse um expectador, uma terceira pessoa no quarto apreciando as figuras e os eventos”.
Nesse momento, a reação de cada um se altera. Alguns não têm noção ou não ligam para a possibilidade de estarem mortos, sentem-se confusos. Há aqueles que entram em desespero e querem voltar imediatamente ao seu corpo, enquanto outros não sentem medo, mantendo-se calmos e serenos, sabendo que têm de voltar ao corpo, mas sem saber como fazê-lo. Após tentar contato com os médicos, sem sucesso, a pessoa descobre que não pode ser ouvida ou vista, ficando surpresa ao descobrir que a matéria não é obstáculo para aquele corpo espiritual que necessita de solidez para conseguir tocar as pessoas e pegar qualquer objeto.
Outro estágio da Experiência de Quase-Morte é o encontro com o ser de luz. Vale lembrar que, quando uma pessoa está vivendo este fenômeno, ela pode seguir os estágios conforme são colocados, mas também pode ter experiências que não seguem este enredo ou apenas parte dele. A experiência é considerada completa quando segue todos os estágios, independente da forma que foi executada.
Entre os relatos que estudou, Dr. Moody considera como mais incrível o elemento que tem o efeito mais profundo no indivíduo, que é o encontro com uma luz brilhante. Muitas pessoas fizeram questão de frisar que, apesar da luz ser forte e intensa, em momento algum ela ofusca ou faz doer os olhos, não impedindo que elas vejam outras coisas ao redor. Para o pesquisador, talvez a luz não afete os olhos das pessoas “porque, a essa altura, elas já não têm olhos físicos para ser ofuscados”.
Este artigo foi dividido em três partes, devido ao espaço limitado do blog. Logo abaixo tem a 1º e 2º continuação.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 10h25
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Experiência de Quase-Morte - 1º Continuação

Imagem do livro "Viagem Espiritual II" de Wagner Borges e Glória Costa
A comunicação entre o ser e a pessoa se dá através do pensamento, com perguntas do tipo “você está pronto para morrer?”, “o que você fez com sua vida já é o suficiente?”, entre outras. Estas questões não são feitas com o intuito de punir ou condenar, mas de uma forma carinhosa, para que as pessoas reflitam e façam uma auto-análise de como procederam até aquele momento e o que poderiam fazer de melhor. O ser apresenta à pessoa uma recapitulação panorâmica de sua vida. Conforme informações de grande parte daqueles que passaram pela Experiência de Quase-Morte, as imagens são vistas em cores vibrantes, tridimensionais e em movimento. Em alguns casos, até as emoções expressas nas imagens podem ser sentidas naquele instante. São tão marcantes estes momentos que, mesmo depois de muito tempo da ocorrência do fenômeno, as pessoas se lembram com detalhes do que viram.
Algumas pessoas descreveram ao Dr. Moody a presença de uma barreira ou limite, uma espécie de divisória entre o lado espiritual e o material. Assim, a pessoa que está vivendo a EQM pode chegar apenas naquele ponto especifico. A forma dessa barreira varia de relato para relato, podendo ser uma extensão de água, uma névoa cinza, uma porta, uma cerca em volta de um campo ou simplesmente uma linha.
Emmanuel Swedenborg, considerado um dos precursores do Espiritismo, relatou sua experiência fora do corpo, explicando como passou pelos primeiros eventos da morte: “Fui levado a um estado de insensibilidade quanto aos sentidos corporais, quase a um estado de morte. Porém, a vida interior, com o pensamento, permaneceu íntegra e, com isso, percebi e retive na memória as coisas que ocorreram aos que são ressuscitados dos mortos. Especialmente me foi dado perceber que havia um puxar e tirar da mente ou do meu Espírito para fora do corpo”, contou.
Sandra Rogers escreveu o livro Ensinamentos da Luz após ter uma Experiência de Quase-Morte em 1976, quando tentou se suicidar com um tiro no peito. Ela contou que foi levada à presença de uma Luz brilhante, que lhe deu acesso a um conhecimento ilimitado durante o tempo em que permaneceu naquele local. “Foi-me dito que eu poderia permanecer com a Luz desde que retornasse mais tarde ao mundo físico e vivenciasse tudo o que me levou ao ponto do suicídio junto com o restante da minha vida. Escolhi a alternativa que era retornar ao meu presente corpo físico. Foi-me permitido obter somente o conhecimento necessário para me manter, além de me serem dadas iluminações durante o caminho à medida que continue minha vida”, explicou Sandra.
Pelos relatos que o Dr. Raymond Moody Jr. estudou, as pessoas que tentaram suicídio não tiveram uma sensação de paz ou harmonia. Elas puderam ver o local para onde iriam caso a morte fosse concluída, além de sentirem um profundo mal-estar pela tentativa de fugir dos problemas pelo suicídio. Pensavam que estes terminariam com a morte, mas estavam provocando um problema ainda maior.
A Experiência de Quase-Morte provocou uma mudança no comportamento das pessoas quando estas regressaram à vida física. Elas passaram a olhar a vida com outros olhos, pensando mais nos outros. Acharam-se no dever de fazer uma reforma íntima, serem menos críticas, analisarem o que tinham feito da vida até aquele momento e o que poderia ser feito de forma diferente. Outro ponto importante é que ninguém saiu pregando o que viu, querendo fazer com que os outros acreditassem no fenômeno ocorrido. Pelo contrário, a experiência foi contada apenas para poucas pessoas, como explicamos anteriormente.
Tanto para os indivíduos que tinham uma religião quanto para os que não tinham, a experiência não teve nenhuma alteração no conteúdo relatado. Alguns críticos poderiam alegar que a fé religiosa poderia ter influenciado neste ponto, mas, independentemente disto, o relato foi similar. Aliás, alguns religiosos que pregavam que, ao morrer, os homens partiriam para o céu ou para o inferno viram a dessemelhança entre o que lhes foi ensinado e a realidade. As imagens são tão marcantes na mente destas pessoas que algumas lembram dos detalhes depois de muitos anos.
Devido o espaço limitado do blog, a finalização deste artigo está em seguida, na 2º continuação.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 10h15
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Experiência de Quase-Morte - 2º Continuação

Alguns leitores devem estar se indagando quanto à morte biológica, como o fato do individuo ficar morto por mais de cinco minutos e não ter nenhuma seqüela no corpo, uma lesão cerebral por falta de oxigênio, por exemplo. Para o Dr. Moody, a morte é definida como o estado do corpo do qual é impossível voltar à vida. “É obvio que, por essa definição, nenhum dos meus casos seria incluído, pois todos eles supõem a ressurreição. Mesmo nos casos em que o coração deixou de bater por longos períodos, os tecidos do corpo, particularmente o cérebro, devem ter sido de algum modo, supridos de oxigênio e nutrientes”, explicou.
Entendo que a morte realmente não existiu de forma definitiva, pois não houve o rompimento dos laços que ligam o Espírito ao corpo por meio de seu envoltório semimaterial, o perispírito. De alguma forma, a espiritualidade fez com que o corpo recebesse os cuidados necessários, a fim de não sofrer qualquer seqüela enquanto a alma mantinha seu contato com o Mundo Espiritual. Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec diz que “fenômenos que escapam das leis da Ciência vulgar se manifestam em toda parte e revelam, em sua causa, a ação de uma vontade livre e inteligente”.
Seria a Experiência de Quase-Morte o resultado da privação momentânea de oxigênio, da tensão psicológica ou da dor? Em alguns casos, é possível que sim, entretanto, vários pacientes analisados deixaram claro que haviam experimentado um estado de lucidez acima do normal. Com base na Doutrina Espírita, poderíamos classificar a Experiência de Quase-Morte como uma espécie de desdobramento perispirítico involuntário.
Portanto, devemos acolher com carinho os conhecimentos adquiridos pelas pessoas que passaram pela EQM, tirando uma lição para nós como se tivéssemos passado pela mesma situação. Pensar desta forma é um incentivo à reforma íntima, ao pensamento coletivo, a saber olhar o mundo à nossa volta com mais amor e carinho. O individualismo não leva a lugar algum, pelo contrário. Como vamos dar continuidade ao nosso processo evolutivo se somos individualistas e utilitaristas?
A experiência pela qual essas pessoas passaram é maravilhosa, o sentimento que tiveram não pode ser expresso na linguagem humana. Algum motivo houve para que isto ocorresse com elas. Não podemos todos ter a mesma experiência, mas podemos tomá-la como universal, pois uma mensagem enviada ao semelhante também serve para nós. Estamos todos no mesmo caminho e o aprendizado de um deve ser passado para o outro. Quando idealizamos o bem para quem amamos, devemos estendê-lo para aqueles por quem não temos simpatia. Devemos ter a coragem de reconhecer um erro, de perdoar, de praticar a caridade, de termos fé em um Deus maravilhoso e supremo que nos ama mesmo diante de todos os nossos defeitos. Devemos repassar esse amor para todas as pessoas, sem discriminação de cor ou raça.
Às boas leituras engrandecem nosso intelecto e nosso Espírito. O aprendizado se faz neste Mundo e no Espiritual. Às vezes nos tornamos repetitivos, mas isso é proposital para o acompanhamento idealista que temos ou que tentamos colocar em prática mesmo nos momentos em que os obstáculos parecem maiores do que nossas forças. Mas apenas parecem, pois, dentro de nós, temos uma força maior do que qualquer problema, além da fé e coragem de seguirmos em nossa caminhada.
Por Marco Tulio Michalick
Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 16, ano 2002.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 10h12
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Deficientes Físico e Mental
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Quando nos deparamos com um deficiente físico ou mental, ficamos a indagar o porquê de determinadas pessoas encarnarem em corpos infermos. Na antigüidade, a humanidade pensava que os indivíduos vinham com essas enfermidades por que os deuses não gostavam deles, assim, seria um castigo imposto por algo indevido que haviam praticado.
Toda enfermidade é um resgate por excessos do pretérito. É uma forma de reorganizarmos nossas energias. No livro Deficiente Mental: Por que fui um?, há o seguinte comentário sobre esse assunto: "Temos muitas oportunidades de voltar à Terra em corpos diferentes e que são adequados para o nosso aprendizado necessário. Quando há muito abuso, há o desequilíbrio, e para ter novamente o equilíbrio tem de haver a recuperação. Quando se danifica o corpo perfeito, podemos, por aprendizado, tê-lo com anormalidades para aprender a dar valor a essa grande oportunidade que é viver por períodos num corpo de carne. O acaso não existe, Deus não nos castiga, somos o que fizemos por merecer, e as dificuldades que temos encarnados são lições preciosas".
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A deficiência não quer dizer que se trata de um espírito inferior, pelo contrário, muitas vezes é mais inteligente do que uma pessoa que ocupa um corpo sadio. Os espíritos superiores, em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, explicam que "é uma expiação imposta ao abuso que fizeram de certas faculdades; é um tempo de prisão".
O físico inglês Stephen Hawking é considerado um gênio. Ele tem deficiência física. Entre os seus estudos, há a busca de uma fórmula para explicar a origem do Universo, como também extinguir a necessidade de um Deus para criá-lo e governá-lo. Se esse gênio viesse em um corpo sem limitações, suas idéias poderiam ser nocivas à humanidade, criando interpretações diversas sobre a existência de Deus. Conforme explica Kardec: "A superioridade moral não está sempre em razão da superioridade intelectual, e os maiores gênios podem ter muito a expiar; daí resulta, freqüentemente, para eles uma existência inferior a que tiveram e uma causa de sofrimentos. Os entraves que o Espírito experimenta em suas manifestações lhe são como as correntes que comprimem os movimentos de um homem vigoroso".
Não Podemos generalizar
O Brasil é um país acolhedor. Temos a liberdade de expressão, opinião, religião, política etc. Isso não quer dizer que não sofremos preconceitos. Eles existem, mas comparados a outros países, são mais amenos.
Glenn Hoddle, técnico da Seleção inglesa de futebol, deu uma entrevista ao jornal The Times, explanando sobre reencarnações e carmas: "Veja os deficientes físicos... Por que eles são assim? Devem ter feito algo". Sua declaração causou constrangimento, e o homem que havia classificado a Inglaterra para uma Copa do Mundo depois de 12 anos, foi demitido. Ele declarou "cometi um grande erro ao me deixar levar por minhas convicções religiosas".
Devemos ter a consciência que estamos em um processo de evolução. O importante é sabermos que nada acontece por acaso. Uma vez um pastor comentou comigo que "Deus foi generoso conosco ao nos dar um corpo sadio". Isso não tem lógica. Por que faria isso com uns e com outros não, já que somos todos filhos Dele. No Evangelho Segundo o Espiritismo consta que "as contrariedades da vida têm, pois, uma causa e, uma vez que Deus é justo, essa causa deve ser justa".
Superando Obstáculos
Atualmente, existe um bom nível de aprimoramento em instituições especializadas no tratamento de deficientes físicos e mentais. Campanhas na televisão e outros órgãos não governamentais arrecadam dinheiro para esse desígnio, no sentido de fornecer a essas pessoas um tratamento digno e melhor convivência junto à sociedade.
A família tem um papel primoroso nessa relação com o ente enfermiço. Primeiro, por se tratar de uma expiação em conjunto, os pais têm este resgate a fazer junto ao filho. Segundo, porque se não houver esse carinho, amor e paciência, o deficiente terá muitas dificuldades na sua reabilitação, aprendizado e convivência. Afinal, o amor é imprescindível em qualquer situação da existência, independente de qual seja o nosso problema. Todos nós precisamos de carinho e, principalmente, dar esse carinho.
O centro espírita também tem sua eficácia nesse tratamento, por meio da aplicação de passes, que é uma transfusão de energias fisiopsíquicas. Há palestras com conteúdo moral e a desobsessão, pois em alguns casos, a obsessão está aliada à expiação, ou seja, além da deficiência, há inimigos agindo simultaneamente, devido aos gravames do passado.
A revolta e as palavras duras proferidas contra Deus não são providenciais, pelo contrário, serão prejudiciais, pois irão criar uma atmosfera psíquica de baixa sintonia que facilitará o contato obsessivo.
Por isso, devemos nos manter sempre em oração, agradecendo a Deus pela vida e pela reencarnação, que nos proporciona momentos especiais para o nosso aprendizado, aprimoramento e evolução.
Ao passar por essa expiação o espírito estará mais tranqüilo e refeito dos entraves do pretérito. Não podemos nos preocupar com o que provocou a enfermidade, mas em plantar bons frutos para colher no futuro. A caridade e as boas obras serão o nosso plantio. E lembre-se de que é preciso "ter sempre muita fé e perseverança, pois sem elas você jamais conseguirá vencer os obstáculos da vida".
Por Marco Tulio Michalick
Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 22, ano 2004. |
Escrito por Marco Tulio Michalick às 22h57
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A Importância do Sono e dos Sonhos
É no momento do sono que nosso espírito se desprende do corpo físico, permanecendo liga o por um cordão fluídico, e assume suas capacidades espirituais.Como está descrito no Evangelho Segundo o Espiritismo, "o sono foi dado ao homem para a reposição das forças orgânicas e morais. Enquanto o corpo recupera as energia que perdeu pela atividade no dia anterior, o espírito vai se fortalecer entre outros espíritos".
Por isso a importância de termos uma conduta moral aplicada, com as companhias, leituras e músicas. Nossas companhias do dia serão as da noite, ou seja, o nosso pensamento vai atrair espíritos encarnados ou desencarnados que tenham a mesma sintonia que a nossa.
Há diversos estudos sobre os sonhos na parapsicologia, tentando desvendar esse enigma que nos afeta sempre que acordamos na intenção de decifrarmos algo que às vezes é um sinal, outras vezes não passa de meras imagens sem significado. Antigamente, os sonhos eram considerados visões proféticas e reveladoras do futuro, onde homens entravam em contato com deuses e demônios. Muitas vezes, suas interpretações ligavam-se a superstições, numerologia, crendices, astrologia, entre outros.
Ainda hoje, pessoas aproveitam da ignorância dos homens sobre o assunto e ganham dinheiro fácil na interpretação dos sonhos de quem as procura com o intuito de decifrá-los. Assim, tornam-se vulneráveis nas mãos de gente insensata ou espíritos zombeteiros, levianos e obsessores
É através dos sonhos que temos contato com amigos, parentes, instrutores e desafetos. Dessa forma, precisamos aproveitar o máximo para podermos ser esclarecidos sobre as dificuldades que estamos passando. É através dessa conversa que teremos com esses espíritos afins que poderemos, no dia seguinte, estarmos aptos a tomar decisões mais precisas. Mesmo não lembrando do sonho na maioria das vezes, através de uma visão, uma frase ou uma conversa, podemos lembrar de algo que nos foi elucidado durante o sonho e, assim, podermos tomar a decisão correta.
OS TIPOS DE SONHOS
Martins Peralva, em seu livro Estudando a Mediunidade, capítulo XVII, descreve que há três tipos de sonhos: comuns, reflexivos e espíritas. Conforme o livro citado, os sonhos comuns são "aqueles em que nosso espírito, desligando-se parcialmente do corpo, vê-se envolvido e dominado pela onda de imagens e pensamentos seus e do mundo exterior, uma vez que vivemos num misterioso turbilhão das mais desencontradas idéias". Como sonhos reflexivos "categorizamos aqueles em que a alma, abandonando o corpo físico, registra as impressões e imagens arquivadas no subconsciente e plasmadas na organização perispiritual". Já nos sonhos espíritas, "a alma, desprendida do corpo, exerce atividade real e afetiva, facultando meios de nos encontrarmos com parentes, amigos, instrutores e, também, com nossos inimigos, desta e de outras vidas". O autor destaca ainda que "não podia o Espiritismo fugir a esse imperativo, eis que as manifestações oníricas têm acentuada importância em nossa vida de relação, uma vez que os chamados 'sonhos espíritas' resultam, via de regra, das nossas próprias disposições, exercidas e cultivadas no estado de vigília".
No livro Nova Ordem de Jesus, ditado pelo apóstolo Thomé e psicografado por Diamantino Coelho Fernandes, é dito a todo instante a importância de, ao deitarmos, orarmos e meditarmos. São citados no livro reuniões da espiritualidade, em especial de Jesus, pelas quais, através do sonho, Ele mantém reuniões constantes com vários dirigentes terrenos responsáveis pelo governo de várias nações, com a intenção deles se entenderem espiritualmente e, posteriormente, acertarem os passos para a manutenção da paz, consolidando a harmonia entre os povos terrenos para que o planeta ingressasse no próximo século com suas populações em absoluto regime de paz e tranqüilidade.
O sono deve ser tranqüilo e, por isso, devemos fazer a oração com o coração e não aquela mecânica. A meditação serve para fazermos uma auto-análise do nosso dia-a-dia, mas sem nos punirmos de algo que efetuamos erroneamente, pois, dessa forma, estaremos nos martirizando e essa não é a intenção.
VIAGEM FORA DO CORPO
Se soubermos aproveitar nosso sono, podemos fazer coisas incríveis, como trabalhar e estudar. Na edição n° 11 da Revista Cristã de Espiritismo, Reynaldo Leite disse em sua entrevista: "nas poucas horas que durmo, meu corpo fica repousando e vou para o mundo espiritual, estou fazendo cursos". Quando foi indagado se recordava nitidamente das passagens desses cursos, ele respondeu: "Muita coisa sim, outras ficam em meu subconsciente para que oportunamente, falando ao público, o meu espírito possa buscar melhores explicações".
É claro que o aproveitamento desses momentos depende da evolução e interesse de cada um. Em Missionários da Luz, André Luiz narra o exemplo de uma escola no plano espiritual onde havia cerca de 300 alunos encarnados matriculados, mas com um comparecimento constante de apenas 32 deles. Informa que a lembrança do aprendizado variava de alma para alma e de acordo com o estado evolutivo que lhe é próprio.
Em O Livro dos Médiuns, Allan Kardec destaca o seguinte sobre os sonhos: "As mais comuns manifestações aparentes ocorrem no sono, pelos sonhos: são as visões. Não pode entrar em nosso plano examinar todas as particularidades que os sonhos podem apresentar. Resumimo-nos dizendo que eles podem ser: uma visão atual de coisas presentes ou ausentes; uma visão retrospectiva do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro".
Até mesmo para evitar o aborto o sono tem um papel importante, pois é através dele que os futuros pais são levados ao Departamento da Reencarnação, onde é elucidado que o compromisso reencarnatório deve ser cumprido. Nesses encontros, o espírito reencarnante é apresentado e, muitas vezes, é conhecido de outras vidas. Luiz Sérgio descreve muito bem esse assunto no livro Deixe-me Viver. Como temos o livre arbítrio, cabe a nós a decisão final de praticarmos ou não o aborto.
Como sabemos, o homem dorme aproximadamente um terço de sua vida terrena. Por isto, devemos nos esforçar para dormir bem, aproveitando esses momentos sublimes para termos contato com espíritos afins, podermos trocar idéias, visitar-s mos outras esferas, estudarmos e trabalharmos. Não devemos esquecer jamais da importância da oração e meditação ao deitarmos, para termos um sono tranqüilo.
Gostaria de terminar com uma oração do Evangelho Segundo o Espiritismo: "Minha alma vai se encontrar por instantes com outros espíritos. Que aqueles que são bons venham me ajudar com seus conselhos. Meu anjo guardião, fazei com que, ao despertar, eu conserve uma durável e salutar impressão desse convívio".
Para saber mais sobre o sono e os sonhos, leia O Livro dos Espíritos, questões 403 a 405.
Por Marco Tulio Michalick
Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 12, ano 2001.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 22h45
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O Fenômeno da Morte
A morte é algo que intriga a maioria das pessoas. Muitos não querem pensar nela, mas é interessante imaginar o que nos espera após o fenômeno da morte. Para aonde vamos? Esta é a pergunta mais comum.
Cada religião interpreta de um jeito. Algumas pregam que as pessoas passarão pelo purgatório antes de entrar no céu ou no inferno. Outra hipótese é a de que ficaremos aguardando o dia do juízo final. O espiritismo, assim como outras doutrinas, afirma a realidade da reencarnação e que o fenômeno da morte é apenas uma mudança de plano.
As pessoas que não acreditam na reencarnação normalmente fazem chacotas com os que acreditam, dizendo que "ninguém até hoje voltou para dizer como é do outro lado". Mas, por meio da mediunidade, os espíritos enviam mensagens, escrevem livros e descrevem como é do "outro lado". Além disto, a experiência de quase-morte é uma comprovação de quem esteve do "outro lado". Afinal, a pessoa é considerada clinicamente morta e depois de alguns minutos, retoma ao mundo material, sem que a medicina consiga provar e comprovar como ocorre este fenômeno. Pesquisas nesta área oferecem relatos impressionantes. Um destes é o de um rapaz que, após ser considerado clinicamente morto pelos médicos, deixou seu corpo e passou a caminhar pelos corredores do hospital. Saiu do local e foi passear no parque. Este homem declarou ter visto um conhecido neste parque o que depois foi confirmado pelo outro. Mas do seu relato, o que mais impressionou foi o fato de ter presenciado o atropelamento de um homem na rua. O homem, após desencarnar, chegou a conversar com este paciente. Depois, uma forte luz levou o atropelado. Logo após, o paciente sentiu-se atraído novamente para o hospital. Quando comentou o que viu em sua EQM (Experiência de Quase Morte) para algumas pessoas, elas checaram junto à polícia as informações sobre o atropelamento, que foi confirmado pelas autoridades.
Os materialistas são os que mais sofrem ao pensar na morte. Geralmente, são criaturas apegadas demais aos bens terrenos e ao pensar na perda dos prazeres triviais, sofrem por antecipação. Esta preocupação poderá acompanhá-las além túmulo. Em Temas da Vida e da Morte, o espírito Manoel Philomeno de Miranda explica que "à medida, porém, que se aclaram os enigmas em torno da realidade post mortem, em que os fatos demonstram o seu prosseguimento, oferecendo uma visão correta sobre a sua continuação, o temor cede lugar à confiança e as dúvidas são substituídas pela certeza da perenidade do ser, que se sente estimulado a preparar, desde então, esse futuro, no qual a felicidade possui uma dinâmica que fomenta o progresso incessante, em decorrência do esforço empreendido por quem deseja alcançá-lo". Assim, o materialista começa a ter uma nova visão e convicção com relação ao fenômeno da morte, mudando sua forma de pensar e agir.
A morte é uma conseqüência da vida, mas a vida é uma conseqüência da Vida Maior. Pensando desta forma, descartamos a palavra morte no seu sentido natural. Em seu lugar, coloquemos vida, ficando "vida após a vida". O que é na realidade o certo, pois deixamos a vida material para vivermos uma outra, a espiritual, alternando entre uma e outra, prosseguindo em nossa evolução espiritual.
Em Apologia de Sócrates, Platão escreve qual era o pensamento de seu mestre sobre a morte: "Quanto a esta, apenas pode ser uma destas duas coisas: ou aquele que morre é reduzido ao nada e não tem mais qualquer consciência, ou então, conforme ao que se diz, a morte é uma mudança, uma transmigração da alma do lugar onde nos encontramos para outro lugar. Se a morte é a extinção de todo sentimento e assemelha-se a um desses sonos nos quais nada se vê, mesmo em sonho, então morrer é um ganho maravilhoso. (...) Por outro lado, se a morte é como uma passagem daqui para outro lugar, e se é verdade, como se diz, que todos os mortos aí se reúnem, pode-se imaginar maior bem?".
A COLHEITA É OBRIGATÓRIA
O que nos espera do "outro lado" pode ser comparado por meio de uma metáfora, a plantação na lavoura. Iremos colher dependendo do que plantamos, ou seja, do esforço aplicado naquele trabalho, das condições de aproveitamento do tempo, da perseverança em vencer os obstáculos, e finalmente, da disposição em dividirmos esta colheita com outras pessoas. Devemos fazer uma análise da nossa "plantação" e nos perguntarmos: Estou plantando o suficiente para ter uma boa colheita? Esta é uma forma sutil de sabermos o que colheremos do "outro lado".
Joanna de Angelis, em Dias Gloriosos, explica que "face à conduta durante a existência física, de certo modo vão sendo delineados os processos para a libertação pelo veículo da morte, cuja ocorrência é muito mais grave do que pode parecer ao observador menos cuidadoso. Morremos ou desencarnamos conforme vivemos. Os pensamentos e atos são implacáveis tecelões que se responsabilizam pelo desenlace final que liberta o espírito do corpo. Desse modo, a ocorrência terminal, encarregada de produzir a desencarnação, é resultado de todo o processo vivido durante o estágio orgânico. Cada qual experimenta o curso libertador de acordo com o procedimento mantido enquanto encarnado, o que se lhe transforma em futuros programas existenciais".
Acho relevante transcrever uma passagem do livro de Suety Caldas Schubert, Mediunidade: Caminho Para Ser Feliz, onde ela escreveu registros feitos pelo escritor Conan Doyle sobre Emmanuel Swendenborg, um grande médium sueco que viveu em Londres, em 1744, considerado um dos precursores do espiritismo e que narrou em seus livros o que viu no plano espiritual. Conan Doyle escreveu: "O médium sueco constatou que o Outro Mundo, para onde vamos após a morte, consiste em várias esferas (ou planos), expressando os graus de luminosidade e felicidade. Cada pessoa irá para aquela que se adapte à sua condição espiritual.
Viu casas onde residem famílias, templos, auditórios, museus, escolas, academias, bibliotecas. Ali são cultivadas a arte, a literatura, a ciência, a música e os esportes.
Havia anjos e demônios, mas não eram diferentes dos seres humanos; eram aqueles que tinham vivido na Terra e que, ou eram almas retardatárias, como os demônios, ou altamente desenvolvidas, como os anjos.
Não existem penas eternas. Os que se achavam nos Infernos (planos inferiores) podiam trabalhar para dali saírem, desde que tivessem vontade. Os que se achavam no Céu (planos superiores) também prosseguiam trabalhando por uma posição cada vez mais elevada. Todas as crianças eram recebidas igualmente, fossem ou não batizadas. Cresciam no Outro Mundo; jovens lhes serviam de mães, até que chegassem as mães verdadeiras".
Deus é perfeito em sua criação. Ele nos dá inúmeras condições de evoluir. Ninguém fica desamparado, seja neste plano ou nos outros. Cabe a nós, e somente a nós, decidirmos em que condições queremos viver, seja qual for o plano. Vamos trabalhar em prol do bem, pois estaremos atraindo bons fluidos e pessoas afins para o nosso desiderato. Obstáculos não vão faltar, mas teremos a mão do companheiro ao lado formando uma corrente positiva, fortalecendo nossas intenções e purificando os pensamentos.
Não devemos temer a morte, e sim, evoluir nesta vida, afinal, uma outra vida nos espera do "outro lado".
Por Marco Tulio Michalick Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 28, ano 2005.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 22h41
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Histórias de Alexander (2002). Pronto para Vencer Sem Medo de Tentar (2003).

Histórias de Alexander foi meu primeiro livro. Pronto para Vencer Sem Medo de Tentar, o segundo. Para adquirir um desses livros, acesse o site www.dpl.com.br

Escrito por Marco Tulio Michalick às 22h21
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Perseverança
A perseverança é uma qualidade imprescindível para o nosso processo de evolução. Ela nos ajuda a superar os obstáculos nos momentos em que precisamos estar fortalecidos e combativos diante das dificuldades da vida. É comum vermos irmãos em desespero, entregues ao desânimo e muitas vezes, chegarem ao suicídio por se sentirem incapazes de suportar ou encontrar uma solução para aquele momento de aflição.
Esquecemos que, nesses momentos, Deus nos proporciona oportunidades ímpares para buscarmos uma solução para nossos conflitos no qual, às vezes, é diferente daquela que gostaríamos, mas devemos encarar como um momento de aprendizado para a nossa evolução e, conseqüentemente, uma reparação de nossos erros do passado.
Portanto, perseverar é fundamental para atingirmos nossas metas e sonhos e isso vai exigir muita luta. Na condição de perseverantes que devemos ser, avaliar o alcance de nossas intenções é prudente, mas diante de obstáculos é importante que fazemos uma pausa e aguardemos o momento favorável para alcança-los. Porque ao longo deste caminho encontraremos espinhos no qual representam as dificuldades que temos de enfrentar.
Calma e paciência são qualidades que caminham lado a lado da perseverança. Elas nos ajudarão a desenvolver as habilidades de que precisamos, e ainda, uma porção de bom humor ao longo desta estrada fará com que ela pareça menos longa e espinhosa. Porque “as lamentações são para os fracos”, referindo-nos ao ditado popular, e nós ainda acrescentamos que “lamentar é a opção mais confortável para o ser humano”, que procura em desculpas a maneira mais cômoda para resolver seus problemas.
Diante das dificuldades, ter uma postura crítica, destrutiva, em essência nada ajuda na construção de nosso aprimoramento espiritual. No entanto, se as dificuldades forem maiores, procuremos abstrair algo de bom e tomemos isso como uma lição e passemos a viver nossas aflições dentro de sua real dimensão.
Mesmo nessas condições, ainda que limitadas, a trajetória traçada em busca de nossos objetivos nos dá a certeza de termos capacidade para alcançar aquilo que almejamos. As paradas são necessárias durante a caminhada e devem servir como reflexão e orientação para viver situações difíceis.
Essa convicção interior somada ao perseverar naquilo em que acreditamos nos dá a certeza de nada ser impossível. Quando fizermos uma viagem no tempo, perceberemos que nossa vida é o reflexo do que aprendemos, da experiência adquirida e do esforço que fizemos para nos mantermos firmes em nossos ideais.
Por Marco Tulio Michalick
Este texto foi colocado no blog parcialmente, devido ao limite de espaço.
Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 26, ano 2002.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 21h51
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O Desencarne na Infância
Apenas quem já perdeu um filho na infância pode descrever a dor que se sente neste momento tão doloroso. Como se o mundo girasse ao seu redor, você pensa estar vivendo um pesadelo e que, ao acordar, tudo voltará ao normal. Mas a realidade se mantém e você não entende o porquê de estar acontecendo tudo aquilo. Chega a duvidar da justiça divina e as perguntas constantes permanecem: Porque meu filho se foi tão jovem, cheio de vida, com um futuro promissor? Porque eu não fui em seu lugar? As indagações são muitas, mas a resposta só vem com o tempo.
A família tem de estar muita unida em um momento como esse. A religião é um bálsamo para a dor que, em certos dias, parece ser infinita. Temos que ser fortes e acreditar que nada acontece por acaso. A revolta e o descrédito em Deus não são justos. Há momentos na vida em que precisamos passar por determinadas experiências, para que possamos ter uma visão de vida diferente da que temos atualmente.
O desencarne de uma criança comove até as pessoas que mal conhecemos. Richard Simonetti descreve em seu livro Quem tem medo da morte?: “o problema maior é a teia de retenção formada com intensidade, porquanto a morte de uma criança provoca grande comoção, até mesmo em pessoas não ligadas a ela diretamente. Símbolo da pureza e da inocência, alegria do presente e promessa para o futuro, o pequeno ser resume as esperanças dos adultos que se recusam a encarar a perspectiva de uma separação”.
As lamentações, choro e a fixação no ente querido que desencarnou prejudicam sua reabilitação no Mundo Espiritual, fazendo com que ele sofra vendo tamanho desespero de seus familiares. A oração é o melhor remédio para todos. Pedir a Deus que proteja e auxilie seu filho no Mundo Espiritual é a maneira correta de lhe fazer o bem.
Reviver a tragédia que ocorreu no Mundo Material pode ser um martírio, pois, no Mundo Espiritual, há toda uma equipe de trabalhadores dando o suporte necessário ao desligamento do Espírito do aparelho físico. Além do mais, conforme explica Simonetti, “o desencarne na infância, mesmo em circunstâncias trágicas, é bem mais tranqüilo, porquanto nessa fase o Espírito permanece em estado de dormência e desperta lentamente para a existência terrestre. Somente a partir da adolescência é que entrará na plena posse de suas faculdades”.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: “por que a vida, freqüentemente, é interrompida na infância?” A resposta dos Espíritos Superiores é a seguinte: “a duração da vida de uma criança pode ser, para o Espírito que está nela encarnado, o complemento de uma existência interrompida antes do seu termo marcado, e sua morte, no mais das vezes, é uma prova ou uma expiação para os pais”.
Ernesto Bozzano, em Enigmas da Psicometria, escreve que não são desconhecidos os casos de mortes infantis nos quais o Espírito já tenha progredido bastante para suprimir uma provação, mergulhando na Terra só com a finalidade de se revestir de elementos fluídicos indispensáveis ao perispírito, desejoso de preparar-se para a próxima reencarnação.
Com o tempo você vai encontrando respostas para suas indagações. A lembrança daquele filho que se foi talvez nunca sairá da sua mente, mas sempre que pensar nele, pense com carinho, enviando boas vibrações, para que, onde ele se encontrar, possa sentir todo o amor que você emana.
Em entrevista publicada na edição nº 11 da Revista Cristã de Espiritismo, Mauro Operti, médium e orador espírita, quando perguntado sobre que mensagem daria às pessoas que perderam seus entes queridos e acreditam que nunca mais irão encontrá-los, respondeu: ‘para estas pessoas eu diria que Deus não cometeria esta maldade de separar definitivamente dois seres que se amam. A essência da vida é o outro. Por que Deus juntaria num breve tempo de uma existência duas criaturas que se sentem felizes de estar juntas e depois as separaria pela eternidade? A certeza da sobrevivência que a prática espírita garante às criaturas está acompanhada da certeza da reunião daqueles que se amam depois da perda do corpo físico. Essa é a maior consolação que poderíamos desejar, mas não é só uma consolação piedosa, é uma certeza proveniente da vivência que, aos poucos, vai nos tornando mais seguros e menos propensos às crises de ansiedade e aflição que são tão comuns às pessoas hoje em dia. Temos certeza e sabemos, não apenas acreditamos’.
O Evangelho Segundo o Espiritismo diz que quando Jesus falou “deixai vir a mim as criancinhas”, Ele se referia ao fato de que “a pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade, excluindo todo pensamento egoísta e orgulhoso”. Explica ainda que “é por isso que Jesus toma a infância como símbolo dessa pureza, como a tinha tomado para o da humildade... Somente um Espírito que tivesse atingido a perfeição poderia nos dar o modelo da verdadeira pureza. Mas ela é exata do ponto de vista da vida presente, pois a criança, não podendo ainda manifestar nenhuma tendência perversa, oferece-nos a imagem da inocência e da candura. Além do que, Jesus não diz de uma maneira absoluta que o reino de Deus é para elas, mas sim para aqueles que se lhes assemelham”.
Por Marco Tulio Michalick Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 13, ano 2001.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 20h04
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