Front - A Linha de Frente

Na guerra, no momento da batalha, existem os soldados que formam a linha de frente, conhecida como Front. Estes soldados, após o combate, podem ser os primeiros a amargar a derrota, ou os primeiros a comemorar a vitória.
Existem muitas pessoas no Front, seja na vida profissional, particular, religiosa ou social. Ao estar na linha de frente nos colocamos em posição de combate. Podemos ser elogiados ou criticados por nossos atos e decisões. O importante é manter a serenidade na adversidade e se concentrar nos pequenos detalhes, afinal, em certas ocasiões eles não só definem a batalha como a guerra.
E acredite que sozinho não chegará a lugar algum. De vez em quando, terá que carregar seu companheiro, mas também terá um ombro amigo nos momentos difíceis, aqueles momentos que imaginamos ser intermináveis. Mas tudo passa... tudo mesmo!
Ao invés de pensar que estando na linha de frente será o primeiro perdedor, seja otimista e acredite que será o primeiro vencedor.
E jamais desanime de seus ideais...
Por Marco Tulio Michalick
Categoria: Mensagens
Escrito por Marco Tulio Michalick às 17h01
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O Katrina e as Tragédias Coletivas

Às vezes, ficamos pensando no porquê de tantas pessoas desencarnarem de uma só vez, em tragédias que pensamos existir apenas no cinema. Mas, as catástrofes existem há bilhões de anos; faz parte da história a relação interminável de milhares de mortes por meio de acidente, epidemia, terrorismo, fúria da natureza ou guerra.
O homem, normalmente, é o maior culpado.
Enquanto escrevo este artigo, acompanho mais duas tragédias de mortes coletivas. A primeira é o furacão Katrina, que vitimou milhares de pessoas ao passar pelo sul dos EUA; a tempestade provocou a maior devastação no país das últimas décadas. Ao ver as imagens pela televisão, notei o quanto somos vulneráveis, o quanto a fúria da natureza pode responder ao descaso do homem. Há 3 anos, especialistas já vinham avisando do risco que Nova Orleans correria caso houvesse um furacão naquela área. Nada foi feito e mais da metade da cidade ficou submersa após a visita do Katrina.
A segunda aconteceu no Iraque. Enquanto milhares de pessoas atravessavam uma ponte em peregrinação a mesquita de Kadhimiya, para uma cerimônia religiosa xiita, surgiram rumores de que havia um homem bomba no local. Assustados, muitos saíram correndo, vitimando principalmente mulheres, crianças e idosos, que foram esmagados ou morreram afogados. Acredita-se que, aproximadamente, mil pessoas tenham morrido.
Algumas catástrofes estão no livro As Maiores Catástrofes de Todos os Tempos, publicado pela editora Universo dos Livros. Nele, há destaques para o naufrágio do Titanic, em 1912, com 1513 mortos e para a explosão do Vulcão na Ilha de Krakatoa, em 1883, situada no Círculo de Fogo, Indonésia. Ela liberou uma energia cinco vezes superior à de uma bomba atômica, matando 36 mil.
Extraí da Revista Especial Galileu, intitulado Natureza em Fúria, o seguinte comentário, “basta observar o tempo e ler as manchetes de jornais para perceber que algo no clima da Terra está estranho. As tempestades estão mais freqüentes, desastres naturais como tufões e furacões têm acontecido em maior número. Tudo isso se deve em boa parte ao aquecimento global. E ele antecipa situações bem piores, como o degelo das calotas polares, o aumento de águas nos oceanos, inundação das cidades litorâneas e até o surgimento de várias epidemias (...) a temperatura média da Terra aumentou 0,5 grau Celsius. Se continuarmos nesse ritmo, podemos ter grandes problemas no futuro”.
Procurar uma resposta divina para todos os casos é impossível, pois cada caso é um caso. Mas uma coisa é certa: a civilização, normalmente, é a maior culpada, pois os excessos causados em nosso planeta, provocando o super aquecimento da temperatura na camada de ozônio, é uma das formas de desafiar as leis naturais.
Como se não bastasse, ainda há divergências sociais, políticas e religiosas espalhadas pelo mundo. Evidentemente, algumas catástrofes não são totalmente de responsabilidade da humanidade.
Este artigo foi dividido em duas partes, devido ao espaço limitado do blog. Logo abaixo tem a continuação.

Escrito por Marco Tulio Michalick às 15h49
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O Katrina e as Tragédias Coletivas - continuação

Mas nada acontece por acaso e tudo tem uma resposta. Deus é perfeito e não deixaria seus filhos a sorte. Por isto, o planejamento de reencarnação é minuciosamente traçado para cada pessoa, sendo resgate ou provação, individual ou coletiva (no caso das mortes em catástrofes).
Na maioria destas tragédias, podemos notar que a humanidade refletiu sobre os acontecimentos, evoluiu ao tomar decisões para tentar evitar futuras tragédias. Elas deixaram sua marca para os envolvidos diretamente, como também para as futuras civilizações.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec escreve que “o homem não pode ficar, perpetuamente, na ignorância, porque deve atingir o fim marcado pela Providência: ele se esclarece pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram pouco a pouco nas idéias e germinam durante os séculos; de repente estouram e fazem ruir o edifício carcomido do passado que não está mais em harmonia com as necessidades novas e as novas aspirações”.
Assim, podemos entender que a humanidade, muitas vezes apegada em seu mundinho e ideais, tem que literalmente “acordar” para a vida, para o seu semelhante e também para a conservação do planeta. Somente por meio de uma sacudida, no caso, uma catástrofe, pode-se voltar para o outro, exercer a solidariedade, e entender que ninguém, nenhum país, por mais forte economicamente que seja, está isento destes infortúnios.
Kardec ainda escreve que “o homem não percebe, freqüentemente, nessas comoções, senão a desordem e a confusão momentâneas que o atingem nos seus interesses materiais. Aquele que eleva seu pensamento acima da personalidade, admira os desígnios da Providência, que do mal faz surgir o bem. A tempestade e a agitação saneiam a atmosfera depois de a ter perturbado”.
A revolta não é o melhor caminho, pois o impacto que a catástrofe causa é para o bem do futuro da humanidade. O descaso com o nosso planeta é o pior que podemos fazer para as futuras civilizações, afinal iremos reencarnar outras vezes. O descaso com o nosso semelhante é o pior que um ser humano pode fazer a outro neste momento.
Os sobreviventes das tragédias, passaram por uma experiência dolorosa e precisam da ajuda alheia para superar a dor da perda, seja de um ente querido ou algo material, pois os que ficaram irão ajudar na reconstrução dos destroços.
Por isto, a ajuda humanitária e a solidariedade é o melhor remédio nestas horas. E não vamos esquecer das palavras deixadas por Allan Kardec: “A tempestade e a agitação saneiam a atmosfera depois de a ter perturbado”.
Por Marco Tulio Michalick
Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 37, ano 2005.

Escrito por Marco Tulio Michalick às 15h41
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