CRIMES E OBSESSÃO

Este artigo foi capa na RCE
Muitas vezes, quando deparamos com crimes bárbaros praticados por pessoas que julgamos insanas e calculistas, ficamos pensando no que ocorre em uma mente assassina, capaz de elaborar um plano homicida nos mínimos detalhes e com uma dosagem sádica que nos faz refletir sobre o porquê desses acontecimentos, do mal sobrepor ao bem. Entretanto, como tudo tem uma explicação e vivemos em um planeta de expiação e provas, é certo que o mal prevalece devido às nossas imperfeições espirituais, pois ainda estamos em processo evolutivo que, para alguns, é muito lento, pelo fato de não sabermos aproveitar as oportunidades que Deus nos oferece nas diversas reencarnações.
Sabemos que uma infância conturbada, com abusos sexuais aliados ao meio social que se vive, pode ser preponderante para influir na personalidade de uma pessoa a ponto de deixá-la psiquicamente desequilibrada. Juntando-se a isso os inimigos de outras vidas, sedentos de vingança contra os seus desafetos, chegamos a um quadro de obsessão capaz de destruir vidas.
Não podemos ver essas atrocidades apenas pelo Mundo Material, pois hoje, através de diversos livros espíritas, sabemos como a obsessão funciona. Assim, não devemos deixar de lado as observações que são feitas. Por mais que possamos ser criticados por outros que não pensam do mesmo jeito, a obsessão é um fato e predomina nesses assassinatos e crimes diversos que chocam a humanidade. Como temos o livre arbítrio, cabe ao obssediado deixar ou não que o hospedeiro tome conta de sua mente de forma fatal.
Para analisarmos melhor a mente assassina aliada à obsessão, selecionamos três casos no quais podemos ter o perfil dos criminosos e ver por outro ângulo os crimes que cometeram, os quais obtiveram grande repercussão em todo o país.
Caso 1: Francisco de Assis Pereira, conhecido como o “maníaco do parque”, que assassinou oito mulheres e estuprou cinco no Parque do Estado, na divisa entre as cidades de São Paulo e Diadema (SP), teve uma infância problemática. Ele teria sido molestado sexualmente por uma tia e manteve relações homossexuais com um ex-patrão. Em sua vida social, era considerado pelas pessoas ao seu redor como um indivíduo religioso e amável, incapaz de praticar qualquer mal. Com um QI acima da média e voz pausada, ele declarou que seus conflitos haviam formado o seu “lado negro”. “Nunca contei isso pra ninguém, nem para minha mãe. Eu tenho um lado ruim dentro de mim, é uma coisa feia, perversa, que não consigo controlar. Tenho pesadelos, sonho com coisas horríveis, acordo todo suado. Tinha noites em que eu não saía de casa, pois sabia que, na rua, iria querer fazer de novo, não me seguraria. Deito e rezo para tentar me controlar”, explicou Francisco em uma entrevista. Ele disse ouvir “vozes” que o induziam ao crime.
Este artigo foi dividido em três partes, devido ao espaço limitado do blog. Logo abaixo segue a continuação.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 07h55
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CRIMES E OBSESSÃO - CONTINUAÇÃO

Caso 2: Mateus da Costa Meira, na época com 24 anos de idade, entrou em uma sala de cinema no Shopping Morumbi, em São Paulo, e, com uma submetralhadora, atirou nas pessoas que ali estavam para ver o filme Clube da Luta. Estudante de medicina, ele vinha de uma família de classe média. Embora os pais o tratassem com muito carinho, Mateus mantinha um relacionamento frio e distante com eles, tratando-os com indiferença. Era uma pessoa irritada, depressiva, autoritária, paranóica e solitária, que, por vezes, consumia álcool e cocaína. Em uma entrevista, ele disse que, antes de cometer a chacina, foi ao banheiro do cinema e, depois de se olhar no espelho, não se lembrava de mais nada do que aconteceu. Afirmou também ouvir “vozes”.
Caso 3: Wedson Rosa de Morais, um brasileiro residente nos Estados Unidos, teve um acesso de fúria e, com 50 facadas, assassinou os avós de sua esposa, Gerald e Amélia Hunt, ambos com 79 anos de idade, ferindo também a sogra, Lois Miranda. Em seguida, tentou o suicídio, perfurando o próprio peito. O crime, motivado pela cobrança de uma dívida de 670 dólares, pelo pedido dos avós para que a neta se divorciasse dele e pela ameaça de perder a guarda dos dois filhos, à época com 5 e 7 anos, fez de Wedson o primeiro brasileiro a estar no “corredor da morte”, mas acabou condenado à prisão perpétua. Ao ser preso, alegou que uma força estranha tomou conta de sua mente, a qual denominou como “Neto”, que dizia tratar-se de uma criança entre 8 a 12 anos. “Quando se apossa de mim, sinto que estou morrendo e o Neto vivendo”. Na prisão, as “vozes” cessaram por um tempo, mas depois voltaram, só que, desta vez, Wedson afirmou que eram do demônio. “As vozes eram insuportáveis e ordenavam que eu me matasse”, contou. Transtornado, tentou novamente o suicídio, mas foi contido por um colega de cela.
Esse é o perfil psicológico de três criminosos. O que eles têm em comum? Todos tiveram uma infância conturbada, aparentavam normalidade e eram amáveis em alguns casos. Sem exceção, declararam ouvir “vozes” e se sentiram tomados por uma força estranha. Na época dos crimes, os três estavam com idades entre 24 a 33 anos, ou seja, não eram adolescentes em busca de aventura. No caso de Wedson, que tentou se suicidar na seqüência dos os homicídios, vale ressaltar que, nos Estados Unidos, país em que residia, 80% dos assassinos em massa tomam essa mesma atitude.
Poderíamos assinalar mais algumas semelhanças caso a caso, mas entendemos que estas são suficientes para que possamos tirar algumas conclusões. Afinal de contas, estamos falando de obsessão e um Espírito, para tal ato, deve ter sintonia com outros que pensam da mesma forma, submetendo-se à injunção de seus algozes.
Quando o “maníaco do parque” fala sobre seus sonhos, podemos compreender a clareza da obsessão ao compararmos o caso com um relato idêntico contido no livro Tormentos da Obsessão, de Manoel Philomeno de Miranda e psicografado por Divaldo Pereira Franco, que descreve essa mesma sensação vivida por um Espírito desencarnado: “desde a primeira infância, era acometido de sonhos terrificantes, nos quais seres monstruosos o perseguiam, ameaçando destruí-lo por meio das formas mais terríveis que se possa imaginar. Sempre despertava daqueles sombrios pesadelos banhado em álgido suor e apavorado. As sombras da noite passaram a ser-lhe um incomparável tormento”.
Com relação ao caso de Mateus e a utilização de álcool e a cocaína por ele, o psiquiatra Talvane Martins de Moraes, em entrevista à revista Veja, disse que a agressividade possui vida própria na personalidade de uma pessoa e, portanto, a droga ou a bebida seria apenas a porta pela qual ela escaparia. “O uso continuado ou em combinação com o álcool pode desencadear o chamado ‘delírio paranóico’, um distúrbio da percepção no qual a pessoa ouve vozes e vê coisas imaginárias”, afirmou.
Este artigo foi dividido em três partes, devido ao espaço limitado do blog. Logo abaixo segue a parte final do artigo.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 07h51
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CRIMES E OBSESSÃO - PARTE FINAL

Respeitamos toda opinião, mas o Espiritismo pensa diferente, ou seja, não seriam apenas “coisas imaginárias” que seriam vistas. A droga é um veículo fortíssimo para conectar a mente do obssessor com a do obsediado, fazendo com que essa ação vampiresca se realize, até porque ele está na mesma sintonia e se compraz com seu obsessor. Ainda em Tormentos da Obsessão, Manoel Philomeno de Miranda descreve um caso semelhante ao do estudante paulista: “sabia que a morte não representava o fim da vida, porquanto, nos delírios alcoólicos, conseguia detectar os inimigos que o afligiam e o levavam a recordar-se dos atos ignóbeis que lhe haviam sofrido. Juravam jamais perdoar, mas vingar-se sem piedade até que, rastejante, experimentasse o máximo de padecimentos que lhe imporiam”.
Também em Tormentos da Obsessão, temos um caso que se aproxima da forma pela qual Wedson matou os avós de sua esposa. Segundo o livro, os obsessores planejavam a vingança há algum tempo e, no momento exato, aproveitando que seu antigo desafeto estava alcoolizado em uma mesa de bar, induziram o homem a pegar uma faca durante uma discussão e cravar diversas facadas em seu antagonista, mesmo depois de tê-lo abatido e matado. Neste caso, os agressores vampirescos foram mais longe e provocaram a ira das pessoas que estavam naquele lugar, induzindo-as ao linchamento daquele alcoólatra homicida que ali se encontrava.
Esses são alguns exemplos das atrocidades que acontecem à nossa frente e que não podemos enxergar a co-autoria maléfica no Mundo Espiritual. No Mundo Material, o encarnado é julgado e condenado, tendo sua parcela de culpa por se deixar envolver, utilizando o seu livre arbítrio de maneira equivocada. Já no Mundo Espiritual, a justiça que condenará o obsessor é a divina, ou melhor, no momento exato, sua própria consciência terá a incumbência de fazê-lo enxergar e se autocondenar pelos abusos praticados, respondendo futuramente pelos atos indevidos.
No Mundo Material, temos a influência constante de encarnados e desencarnados, pois nossa mente capta tudo aquilo que pensamos, é uma afinidade mental e moral. Podemos emitir desejos de maneira consciente ou inconscientemente, por isso, o estado de vigília é de suma importância. A lei de causa e efeito nos dá o que plantamos, a colheita depende de nossos atos pretéritos. Devemos tomar muito cuidado, já que, no Mundo Espiritual, há uma legião de Espíritos maléficos preparando minuciosamente a destruição de seus antigos desafetos. Nossos algozes não perdoam e muitos desejam destruir a todo e qualquer custo, têm uma sede de vingança tão grande que levam muitas pessoas à loucura, à depressão e à pratica de atos inconseqüentes que, em estado de lucidez, não seriam concretizados.
Da mesma forma, a espiritualidade Maior está a nos auxiliar. Nos momentos do sono, somos elucidados acerca dos acontecimentos e incentivados a trilhar o caminho do bem, no entanto, temos o livre arbítrio e cabe a nós a decisão final. A espiritualidade amiga não mede esforços para nos socorrer, porém, em determinados momentos, fica difícil o auxilio superior, devido à baixa sintonia em que nos encontramos, com pensamentos viciosos e maléficos.
Quando fazemos uma simples oração, praticamos e pensamos coisas boas, ouvimos músicas e lemos livros salutares, a faixa vibratória que emitimos é direcionada para Espíritos superiores, atraindo-os para o nosso lado e colocando uma barreira magnética para os inferiores, pois o pensamento não é o mesmo. Outra atitude que pode mostrar ao nosso opressor que não somos mais aquela criatura do mal de tempos atrás é a conduta mental e moral que passamos a ter. Praticar a caridade, o auxílio ao próximo, o perdão, o amor e a fé são condutas gloriosas para nossa evolução espiritual e, ao mesmo tempo, uma prova de aprendizado, mostrando que estamos superando nossas imperfeições, aprimorando conhecimentos e colocando-os em prática, deixando para trás nossos erros do passado. Isso sensibilizará nosso obsessor, que também receberá o auxílio da espiritualidade Maior para superar as possíveis mágoas e vinganças que ainda permaneçam, conquistando uma nova oportunidade de reparação mútua em uma outra existência, oferecida pelo Mestre Jesus aos seus filhos em busca da perfeição e da evolução.
Por Marco Tulio Michalick
Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 19, ano 2003.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 07h47
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Suicídio Coletivo

O suicídio é uma prática condenável por diversas religiões, entre elas o espiritismo. E por um motivo muito óbvio: Deus nos deu a vida, somente Ele pode tirar. O ser humano, muito individualista e materialista, se apega na maioria das vezes no seu Eu, fixando a mente em seus problemas que julga ser os maiores do universo, se limita à matéria, às paixões e aos vícios. Sendo assim, o seu mundo se reduz às coisas passageiras, esquecendo da eternidade que é a alma.
Sabemos das dificuldades enfrentada no dia-a-dia. Cada um, literalmente, carrega a sua cruz. Neste processo evolutivo, passamos por várias adversidades, a diferença é que para uns pode ser menos penoso devido à sua forma de ver os acontecimentos, ou seja, a evolução individual é algo primordial para que possamos ter um melhor entendimento sobre a vida.
Atualmente, um milhão de pessoas suicidam-se todos os anos, conforme dados da Organização Mundial da Saúde. Entre os países desenvolvidos, o Japão ocupa o primeiro lugar, e há tempos atrás ficou conhecido como o “Reino dos Suicídios”. Nesse país está se tornando comum a prática do suicídio coletivo. Em 2003, o Japão registrou 34 suicídios cometidos em duplas ou grupos por pessoas que se conhecem pela internet e fazem pactos. Também neste mesmo ano foram registrados 34.427 suicídios no Japão, 7,1% a mais que em 2002. Está se tornando uma coisa tão comum que todos os anos alguns escritores lançam livros sobre este assunto. O livro Manual Completo do Suicídio, de Wataru Tsurumi, teve sua primeira edição lançada em 4 de julho de 1993 e se tornou um best-seller, pois descrevia inúmeras formas de suicídio, com ranking de facilidade, dor e dicas estratégicas.
O suicídio coletivo é uma prática antiga. Ficou conhecida devido às seitas que pregavam uma filosofia que chegava a psicotizar o indivíduo. Entre alguns dos suicídios coletivos mais famosos está o provocado pelo Pastor Jim Jones, em 1978, na Guiana, levando aproximadamente 900 pessoas ao suicídio.
O psicólogo Antonio Carlos Alves de Araújo publicou um estudo sobre as pessoas que praticam o suicídio, fazendo um paralelo com a timidez: “Obviamente a problemática é mundial; vide o episódio no Japão sobre o suicídio coletivo dos "hikikomoris" (tímidos ou reclusos). Neste caso específico, a timidez caminhou para o suicídio, devido às pressões de uma determinada cultura que talvez não preste a atenção devida ao relacionamento humano, mas tão-somente ao desempenho profissional e competição, embora não seja um aspecto encontrado apenas no Japão. (...) O tímido teme a situação de prova a todo o momento; quando se retira do contato cria uma ficção de vitória por não ter que passar por determinado apuro, mesmo que isto lhe custe um prazer futuro. (...) O tímido na verdade comete uma espécie de "estelionato social"; sua lei é retirar, sendo que os aspectos de egoísmo estão totalmente presentes. (...) O último estágio do processo da timidez é a depressão profunda ou o transtorno do pânico e até o suicídio, quando a pessoa não consegue mais nenhum tipo de satisfação devido a sua conduta masturbatória perante a vida. (...) O suicídio e timidez têm como temática básica a questão de como enfrentar a profunda solidão. O primeiro não enxerga nenhuma alternativa para resolver o dilema; o segundo se acostumou e desfruta da mesma”.
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Escrito por Marco Tulio Michalick às 12h54
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Suicídio Coletivo - Continuação

Alguns julgam a prática do suicídio um ato corajoso, outros um ato covarde. A realidade é que é um ato penoso para quem prática, pois seus problemas estarão apenas começando, após essa “fuga” da matéria. Ninguém queira conhecer o Vale dos Suicidas, ou melhor, deveriam ter pelo menos uma visão desse lugar para que tenham consciência de que se o inferno existe, ali é o lugar.
Um dos maiores escritores de Portugal, Camilo Castelo Branco, se suicidou aos 65 anos, com um tiro no ouvido, quando foi acometido por uma cegueira, devido a uma doença nos olhos. Alguns anos mais tarde, por meio da médium Yvonne Pereira, escreveu Memórias de um Suicida, no qual descreveu com riqueza de detalhes a situação dos que suicidam e sua permanência no Vale dos Suicidas. Em determinado momento, ele fala sobre entidades perversas que escravizam criaturas nas condições amargurosas em que se via. Aprisionado, juntamente com outros suicidas, foram obrigados a fazer uma caminhada “penosamente por um vale profundo, onde nos vimos obrigados a enfileirar-nos de dois a dois, enquanto faziam idênticas manobras os nossos vigilantes. Cavernas surgiram de um lado e outro das ruas que se diriam antes estreitas gargantas entre montanhas abruptas e sombrias, e todas numeradas. Tratava-se, certamente, de uma estranha “povoação”, uma “cidade” em que as habitações seriam cavernas, dada a miséria de seus habitantes, os quais não possuiriam cabedais suficientes para torná-las agradáveis e facilmente habitáveis (...) Não se distinguiria terreno, senão pedras, lamaçais ou pântanos, sombras, aguaceiros... Sob os ardores da febre excitante da minha desgraça, cheguei a pensar que, se tal região não fosse um pequeno recôncavo da Lua, existiriam por lá, certamente, locais muito semelhantes”.
Dessa forma, imaginem um grupo de suicidas chegando do “outro lado”, tomando ciência de que a vida continua e que a promessa de um “paraíso”, seja ela prometida por um religioso ou um pacto mal planejado pela Internet, onde a realidade não corresponde com a ilusão dos suicidas que terão que responder por estes atos. A frustração ao chegar do outro lado faz com que os suicidas se arrependem ardentemente, porém é tarde demais.
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Escrito por Marco Tulio Michalick às 12h45
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Suicídio Coletivo - Parte Final

Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, lê-se que “as conseqüências do suicídio são muito diversas: não há penas fixadas e, em todos os casos, são sempre relativas às causas que o provocaram. Mas uma conseqüência à qual o suicida não pode fugir é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos: depende das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros em uma nova existência que será pior que aquela da qual interromperam o curso”.
Sendo assim, temos consciência de que tanto pela iniciativa, quanto pela indução, iremos responder pelos nossos atos, pois afinal temos o livre-arbítrio para tomar as decisões que achamos cabíveis naquele momento, muitas vezes sem ter a noção exata das conseqüências futuras.
Não se deixe levar pelas ilusões de um mundo melhor pós-suicídio, afinal a porta falsa do suicídio é uma armadilha para um caminho sem volta.
No Centro Espírita pode-se obter ajuda através de palestras educativas e esclarecedoras, passe, tratamento da desobsessão, água fluída, leituras edificantes e o culto do evangelho no lar.
É nossa obrigação acolher com carinho as pessoas que sabemos ter tendência suicida. Devemos estar atentos para que elas não cometam essa atrocidade contra si mesmas. Muitas vezes o medo faz com que procurem outras pessoas com o mesmo intuito suicida, se encorajando, acabam praticando o suicídio coletivo.
Por Marco Tulio Michalick
Texto Original Publicado na Revista Internacional de Espiritismo, edição nº 12, ano 2006.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 12h37
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